21 outubro 2010

Os vocacionados na Bíblia - Moisés

Moisés é hebreu, mas, por uma série de circunstâncias, acaba indo morar no palácio do Faraó, rei do Egito. Vê, todavia, que seus compatriotas estão sendo explorados e quer ficar do lado deles. Ele é solidário com seu povo. Deixa as mordomias do palácio, para compartilhar a sorte dos oprimidos (cf. Êxodo, 2ss).
1. Chamado (3, 1-6): Deus se manifesta a Moisés de modo misteriosos, por meio do fogo e se revela como o Deus dos pais (3,6). É o Deus que está dentro da trama humana. É o Deus da história.
2. A missão (3, 7-10): “Eu vi, eu vi a miséria do meu povo… Vai, pois, eu te enviarei ao Faraó para fazer sair do Egito o meu povo”.
Deus é solidário com os pobres e oprimidos; conhece e participa dos seus sofrimentos. Mas a participação de Deus vai se manifestar por meio do seu enviado, Moisés. Deus lhe ordena: vai.
3. As dificuldades: Moisés tem medo e arruma desculpas (“Quem sou eu…”) Deus o tranquiliza: “Eu estarei contigo” (3,12). A presença e a promessa de estar com ele são a única garantia que Deus lhe oferece. Moisés não se conforma com apenas um relacionamento de fé, que o deixou exposto a todas as dificuldades. Mesmo diante da revelação do nome de Deus (“Eu sou aquele que sou”), Moisés teme os próprios limites e defeitos (4, 10-16). Mas os limites humanos não impedem a Deus de realizar seus planos.
4. A resposta (4,18-5,1): Moisés aceita o encargo, não por gosto ou ambição, mas pelo chamado divino e realiza a libertação do povo.
5. Os desafios: A caminhada através o deserto é dificultosa (inimigos, fome, sede, serpentes, desânimo). O povo é inconstante. Facilmente se esquece dos benefícios que Deus lhes fizera. Cansado, desiludido, o povo se revolta contra Moisés e contra Deus. É o pecado que está presente. Deus, então, se propões eliminar o povo, mas Moisés tenta aplacar a ira de Deus (32,11): mais uma vez ele se coloca ao lado do povo.
Moisés alcançou alto grau de intimidade com Deus e lhe foi fiel até as últimas consequências. Embora tenha sido o líder do povo de Israel, não teve a satisfação de entrar na terra prometida. Entretanto não abandonou seu povo, mas o confiou a Josué, seu sucessor. Então pôde morrer em paz.

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